Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
Rui Costa: chuva, génio e um corvo
  1. Foi numa noite chuvosa, há alguns anos. A febre do Europeu de 2004 já se instalara em Portugal. A epidemia de estádios novos alastrava-se do Minho ao Algarve, porém ZD encontrava-se no arcaico estádio das Antas para assistir a mais um jogo particular de preparação na caminhada para o Europeu que teria um desenlace digno de uma tragédia grega. Portugal defrontava o Brasil e entre os 22 jogadores em campo encontravam-se o pé direito de Rui Costa e o pé esquerdo de Rivaldo, ou seja, os pés mais brilhantes do planeta futebolístico. Foi uma noite chuvosa e inesquecível.
  2. Rui Costa pôs um ponto final na sua carreira como jogador de futebol profissional. Parece que aconteceu este ponto final onde sempre desejou. Parece que não aconteceu como desejou. No entanto, o quarto lugar do Benfica no campeonato nacional não pode deslustrar o percurso de um génio do futebol que nunca esqueceu as raízes (num universo de jogadores cada vez mais desenraizados), a verticalidade de um executante sem par, a inspiração de um verdadeiro número dez, a magnificência do maestro.
  3. Esse intelectual irrepreensível da análise desportiva, o senhor Rui Santos, detectou já, neste começo de trajecto de Rui Costa como director técnico do Benfica, o primeiro passo rumo à catástrofe: o insucesso na contratação de Eriksson. ZD também detectou algo: não há paciência para comentadores desportivos de fato e gravata, com uma carapinha organizada e com tiques de sumidade no infalível exercício de análise futebolística.


publicado por Zorro Danado às 20:43
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